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horas extras

Controle de horas extras: tudo que você precisa saber!

É caracterizado como horas extras todo trabalho realizado após o término da jornada normal de trabalho. Por exemplo, se o expediente do colaborador termina às 18h.

Todo trabalho que ele realizar após esse horário será considerado horário excedente e terá uma remuneração diferenciada, conforme veremos a seguir.

O pagamento pelo trabalho extraordinário, ou seja, trabalho além da jornada normal de oito horas, está previsto na Constituição Federal de 1988.

O que diz a lei sobre horas extras?

Os direitos dos trabalhadores são protegidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). E, sobre as horas excedentes, o artigo 58 e 59 indica quais são os critérios para a sua concessão e pagamento. Confira os principais deles:

Art. 59. A duração diária do trabalho poderá ser acrescida de horas extras, em número não excedente de duas, por acordo individual, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017).

Parágrafo 1º: A remuneração da hora extra será, pelo menos, 50% (cinquenta por cento) superior à da hora normal. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017).

Parágrafo 2º: Poderá ser dispensado o acréscimo de salário se, por força de acordo ou convenção coletiva de trabalho, o excesso de horas em um dia for compensado pela correspondente diminuição em outro dia, de maneira que não exceda, no período máximo de um ano, à soma das jornadas semanais de trabalho previstas, nem seja ultrapassado o limite máximo de dez horas diárias. (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.164-41, de 2001).

Parágrafo 3º: Na hipótese de rescisão do contrato de trabalho sem que tenha havido a compensação integral da jornada extraordinária, na forma dos parágrafos 2º e 5º deste artigo, o trabalhador terá direito ao pagamento das horas extras não compensadas, calculadas sobre o valor da remuneração na data da rescisão. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017).

Lei da Tolerância

Art. 58 – A duração normal do trabalho, para os empregados em qualquer atividade privada, não excederá de 8 (oito) horas diárias, desde que não seja fixado expressamente outro limite.

§ 1o Não serão descontadas nem computadas como jornada extraordinária as variações de horário no registro de ponto não excedentes de cinco minutos, observado o limite máximo de dez minutos diários.  (Parágrafo incluído pela Lei nº 10.243, de 19.6.2001)

§ 2º  O tempo despendido pelo empregado desde a sua residência até a efetiva ocupação do posto de trabalho e para o seu retorno, caminhando ou por qualquer meio de transporte, inclusive o fornecido pelo empregador, não será computado na jornada de trabalho, por não ser tempo à disposição do empregador. (Redação dada pela Lei nº 13.467, de 2017)

controle de ponto

O que são os divisores utilizados no cálculo das horas extras?

Para entender como é feito o cálculo das horas excedentes, é necessário, também, compreender quais são os divisores aplicáveis. Ou seja, qual será o valor pelo qual o salário será dividido a fim de que o salário-hora seja estipulado.

Isso porque não basta somar as horas semanais prestadas, pois há dias não trabalhados que são contabilizados para remuneração. Eles nada mais são que o DSR ou RSR (descanso semanal remunerado e repouso semanal remunerado, respectivamente).

A título de exemplo, 44 horas de trabalho semanal somariam em torno de 176 horas semanais. Contudo, o divisor a ser utilizado é de 220 horas, pois consideram-se os repousos semanais, correspondentes, também, aos feriados.

Dessa maneira, confira os divisores conforme a jornada semanal:

  • 44 horas semanais: Divisor 220;
  • 40 horas semanais: Divisor 200;
  • 36 horas semanais: Divisor 180;
  • 30 horas semanais: Divisor 150.

Contudo, alguns casos específicos tais como os dos bancários, que laboram, geralmente, 30 horas semanais (com exceção dos cargos de confiança cuja jornada semanal é de 40 horas), correspondem a exceções.

Assim, ao invés do divisor 150, nesse caso é aplicado o 180. Isso decorre de interpretações jurisprudenciais (decisões judiciais) e na edição de Súmula pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

De que maneira pode ser feito o cálculo de horas extras comum?

Quando houver a necessidade de estender a jornada de trabalho do seu colaborador, é necessário, em primeiro lugar, saber o custo da hora de trabalho do mesmo, considerando tudo o que mostramos até então.

Mantendo o exemplo utilizado anteriormente: Salário de R$4 mil pela quantidade de 220 horas mensais trabalhadas.

Valor da hora normal: 4.000/220 = 18,18. O resultado deve ser acrescido de 50%, revelando o valor do labor extraordinário de segunda a sexta-feira.

HEC (Hora Extra Comum) = 4000/220 = 18,18 e multiplicar por 50%, resultando em R$9,09 e por fim, somar 18,18 + 9,09 = R$27,27

Fórmula: HEC = (salário bruto / quantidade de horas trabalhadas no mês) * 1,5

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O que dizem as leis sobre o cálculo das horas extras noturnas?

O pagamento de horas excedentes pode sofrer alterações de acordo com o horário em que elas são prestadas. Quando o labor extraordinário ocorre em horários considerados noturnos a lei garante que ele seja remunerado de forma superior aquele realizado durante o dia.

A previsão que garante o pagamento do labor noturno de forma superior ao diurno está na Constituição Federal em seu artigo 7º:

Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

IV – salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;

IX – remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;

Conforme determina a Constituição é obrigação do empregador e garantia do trabalhador o pagamento da hora trabalhada noturna com valor superior à diurna.

Coube à CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) trazer as determinações de como seria esse pagamento e as proporções.

Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.

§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52 minutos e 30 segundos.   

§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte.

§ 3º O acréscimo, a que se refere o presente artigo, em se tratando de empresas que não mantêm, pela natureza de suas atividades, trabalho noturno habitual, será feito, tendo em vista os quantitativos pagos por trabalhos diurnos de natureza semelhante. Em relação às empresas cujo trabalho noturno decorra da natureza de suas atividades, o aumento será calculado sobre o salário mínimo geral vigente na região, não sendo devido quando exceder desse limite, já acrescido da percentagem.  

§ 4º Nos horários mistos, assim entendidos os que abrangem períodos diurnos e noturnos, aplica-se às horas de trabalho noturno o disposto neste artigo e seus parágrafos.

§ 5º Às prorrogações do trabalho noturno aplica-se o disposto neste capítulo.

Como é o cálculo da hora extra noturna?

O cálculo das hora extra oriundas de jornada de trabalho noturna depende que antes seja feito o cálculo da hora normal. Quando o empregado está laborando entre 22 h e 05 h é preciso encontrar o valor normal e sobre ele adicionar 20%.

É preciso se considerar que o tamanho da hora é afetado igualmente, o que não pode ficar longe dos cálculos e é um dos principais fatores de complicação deles.

Após calculado o tempo em trabalho noturno e o valor da hora noturna, a hora extra depende de sua multiplicação por 1,5, com 50% de adicional sobre o valor total da hora laborada à noite.

Qual a formula do cálculo das horas noturnas?

A CLT prevê um acréscimo de 20% ao valor quando as extras acontecem em período noturno. Ou seja, devemos considerar 70% a mais para este cálculo. Vamos utilizar o mesmo exemplo do trabalhador acima:

Salário de R$4 mil pela quantidade de 220 horas mensais trabalhadas. Valor da hora normal: 4.000/220 = 18,18.

Sobre este resultado será acrescido 70%, dos quais referem-se: 50% pelas horas extras e 20% por serem no período noturno. Logo, temos: 18,18 + 12,72 = R$30,90. Esse é o valor da hora extra noturna.

HEN (Hora Extra Noturna) = 4000/220 = 18,18 e multiplicar por 70%, resultando em R$12,72 e por fim, somar 18,18 + 12,72 = R$30,90

Fórmula: HEN = (salário bruto / quantidade de horas trabalhadas no mês) * 1,70

horas extras

Qual a fórmula de cálculo das horas extras no feriado?

Por exemplo, se o colaborador recebe um salário de R$4 mil com uma quantidade de 220 horas trabalhadas por mês, para descobrir o valor da sua hora normal de serviço, temos que dividir 4.000/220 = 18,18.

Sobre esse resultado será acrescentado 100%, ou seja, o dobro do valor da hora normal, então a solução é R$36,36. Esse é o resultado do cálculo de horas extras no feriado.

HEF (Hora Extra Feriado ou Folga) = 4000/220 = 18,18 e multiplicar por 100%, resultando em R$18,18, e por fim, somar 18,18 + 18,18 = R$36,36

Resumo da fórmula: HEF = (salário bruto / quantidade de horas trabalhadas no mês) * 2

Como é o cálculo das horas extras em caso de folgas?

É aplicado o mesmo cálculo para o pagamento de horas extras nos feriados quando o colaborador tem que trabalhar em um dia de folga, como o sábado ou domingo.

Resumo da fórmula: HEF = (salário bruto / quantidade de horas trabalhadas no mês) * 2

Como garantir o correto pagamento das horas extras noturnas?

A melhor alternativa para garantir o correto pagamento das horas extras diurnas e noturnas é pela aposta no uso de um sistema digital de ponto.

Com sistemas digitais de controle de ponto como o oferecido pela Oitchau é possível garantir que todas essas horas sejam calculadas corretamente e que a remuneração delas esteja de acordo com a lei.

Como acontece as horas extras no feriado?

Esse tipo de hora extra é aplicado quando um profissional é convocado para trabalhar em feriados nacionais ou regionais. O empregador é responsável por pagar no mínimo 100% sobre o valor da hora de trabalho normal do colaborador.

A CLT prevê alguma compensação relacionados ao labor extraordinário em folgas?

A CLT permite a possibilidade de compensação das horas extras com períodos de folga. Nesse caso, será necessário que a empresa tenha um banco de horas instituído.

No entanto, essas folgas devem ser concedidas dentro de um período de seis meses. Dependendo do que está descrito no acordo coletivo, as horas extraordinárias poderão ser convertidas em períodos de descanso no prazo de até um ano.

Cargos de confiança recebem hora extra?

Não, eles não são elegíveis ao pagamento de horas extras. Os colaboradores que exercem cargos de confiança são diferenciados na legislação vigente pela sua jornada de trabalho, com horários mais flexíveis do que os demais colaboradores.

Por ser contemplado como uma exceção legal em relação a marcação de ponto, as empresas não são obrigadas a controlar a jornada trabalhada pelos colaboradores, e com isso, as faltas, atrasos e as horas extras não são contabilizadas.

É considerado horas extras o deslocamento para viagens à trabalho nos finais de semana ou feriado?

O que mudou com a Reforma Trabalhista sobre pagamento de horas extras para cargos de confiança?

Com a Reforma Trabalhista, haverá o prevalecimento da convenção trabalhista e do acordo coletivo, em relação ao cargo de confiança.

A jornada de trabalho será da mesma forma, sem o controle efetivo, onde as horas extras não serão contabilizadas, assim como as faltas e atrasos não serão descontados.

A Súmula 202 do TST (Tribunal Superior do Trabalho) não terá mais eficácia, em relação à alteração de cargo, o que faz com que colaborador não tenha garantias sobre o recebimento do valor adicional, independentemente do tempo de atuação na empresa.

Quais as mudanças sobre horas extras na pandemia?

As alterações foram previstas pela Medida Provisória 427/2020, de autoria da Presidência da República. Dentre as previsões contidas nessa MP estão algumas concernentes aos bancos de horas e, consequentemente, às horas extras.

Durante o período afetado pela pandemia é possível que o empregador dispense o trabalho do empregado compensando as horas trabalhadas naquelas que o empregado tinha em haver no banco de horas.

Foi permitido que houvesse o adiantamento de feriados, de forma que o período não trabalhado durante a pandemia pudesse ser compensado pelo empregado com a prestação de labor em feriados futuros.

Nesse caso, não haverá a necessidade de pagamento do adicional de 100% ao empregado, eis que a compensação ocorreu.

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Quando as horas extras devem ser contabilizadas em caso de viagem pela empresa?

Todos os momentos em que o trabalhador estiver à disposição do empregador durante a viagem deverão ser remunerados ao empregado.

Para isso, considere que o tempo de deslocamento será contabilizado na jornada. Isso decorre do fato de que ele não seria necessário caso a viagem não tivesse sido requerida pela empresa.

O compromisso para o qual ele se dirige deve ter seu tempo considerado, mesmo que extrapole a jornada de trabalho contratual do empregado.

Deve ser contabilizado horas extras na pernoite em viagem pela empresa?

Uma das principais dúvidas é se existem horas extras decorrentes da pernoite do empregado em algum tipo de hospedagem quando houver viagem em razão de trabalho.

A pernoite não é considerada para fins de jornada. É preciso ter cuidado quanto às horas que a seguem após o empregado iniciar seu dia. A partir desse momento o indivíduo novamente está à disposição do empregador, mesmo que para esperar o momento de compromisso.

Isso é previsto no artigo 4º da CLT e determina que a jornada seja considerada a partir desse momento. O que não se considera é apenas a pernoite do funcionário.

As demais horas decorridas na viagem devem ser devidamente anotadas e todas aquelas que extrapolarem a jornada contratual deverão ser pagas em dobro.

É considerado horas extras o deslocamento para viagens à trabalho nos finais de semana ou feriado?

Quando o deslocamento ou viagem atinge repouso semanal remunerado ou feriado o empregado terá direito ao recebimento das horas transcorridas em dobro, com adicional de 100%.

Na hipótese de existência de acordo de compensação é possibilitada à empresa a concessão de folga compensatória em outro dia.

Como fazer o controle da jornada do empregado em viagem?

Para garantir a correta gestão de ponto da sua empresa considere investir em um sistema digital de ponto. Com ele é possível que a marcação da jornada seja realizada em qualquer lugar com o simples uso de um celular ou tablet.

Uma ótima opção é o controle de ponto oferecido pela Oitchau, que é capaz de compartilhar informações em tempo real e garantir a possibilidade de registro de jornada mesmo que à distância e fora da sede da empresa.

Quando a troca de uniforme gera horas extras?

A troca de uniformes somente gera minutos que podem ser considerados como labor extraordinário quando ela for feita obrigatoriamente, a mando da empresa, no próprio estabelecimento.

Isso não é suficiente por si só. É preciso que esses minutos gerem a extrapolação da jornada diária além dos 05 minutos finais e iniciais que, por lei, podem ser ignorados para fins de labor extraordinário.

O que são as horas extras indevidas?

As horas excedentes indevidas são aquelas laboradas para além do limite diário de labor extraordinário estabelecido pela CLT. Dessa maneira, apesar da sua quitação ser necessária, elas correspondem a uma grave transgressão da lei trabalhista.

Elas podem ser causadas por inúmeros motivos. Muitas vezes, por exemplo, elas são causadas pelo excesso de tarefas em uma organização, ou mesmo pela ausência de estipulação de quais são as atividades que são prioridades ou não.

Existem oportunidades em que o trabalhador realiza jornada maior com o objetivo de aumentar sua renda no final do mês com o recebimento de maior número de horas excedentes remuneradas com adicional de 50%.

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Como lidar com as horas extras indevidas?

Cabe à empresa procurar formas de evitar que as horas excedentes indevidas sejam frequentes. Isso é importante não apenas para evitar processos trabalhistas, mas também para manter a empresa de forma organizada e até mesmo aumentar a produtividade dos empregados.

  • Esclareça a política de horas extras de sua empresa

Para evitar atitudes que levem ao desenvolvimento de horas excedentes indevidas, é importante que os seus colaboradores tenham conhecimento sobre a política de labor extraordinário da empresa.

Essas políticas podem ser apresentadas ao trabalhador logo que ele passa a compor os quadros funcionais da empresa e, também, ser reforçadas ao longo do tempo por meio de reuniões, e-mails informativos e outras coisas do tipo.

Esse manual deverá conter, explicações sobre o que é permitido dentro da organização, como devem ser realizadas as horas extras quando necessário, de que forma e quando elas devem ser compensadas, além de qualquer outro que seja relevante.

Dessa maneira, os funcionários terão também mais zelo em relação ao assunto e irão se monitorar mais.

  • Estipule limites para a prestação de horas excedentes diariamente

É comum que alguns colaboradores desejem realizar labor extraordinário sempre, uma vez que essas horas extraordinárias laboradas podem gerar um aumento significativo do salário ou de dias compensáveis (de dispensa do trabalho) no futuro.

A empresa limite a quantidade de trabalho prestado para além da jornada habitual contratual, ou seja, do limite estipulado no contrato de emprego.

É importante também estipular em quais situações as horas extras devem ser realizadas como, por exemplo, quando houver aumento da demanda de trabalho que não possa ser postergada para outro dia.

É interessante que a empresa estipule quais atividades são prioridade diariamente. Isso auxiliará o empregado a identificar se a situação demanda a prestação de labor extraordinário ou se é possível postergar algumas atividades e quais são as postergáveis.

  • Efetue monitoramento dos empregados por meio do banco de horas

Por fim, é necessário se ter em mente que por mais claro que seja seu plano interno de regras sobre a jornada de trabalho e o labor extraordinário, que eles poderão ser burlados. Ou seja, a realização de horas extras indevidas ainda pode ocorrer, seja por ação consciente ou inconsciente do trabalhador.

É possível realizar um monitoramento do banco de horas do empregado, ou mesmo das horas que serão realizadas para fins de pagamento como extraordinárias, no caso de ausência de acordo de compensação.

Assim, ao empregador é resguardado o direito de monitorar o respeito ao limite predeterminado pela instituição empresarial. Esse controle, por sua vez, deve ser realizado mensalmente, pois o respeito às regras pode variar conforme à época.

Estagiários e horas extras: pode?

Ao estagiário não é permitido fazer horas excedentes. Como se trata de uma condição para a graduação do ensino médio ou do ensino superior, o estagiário deve cumprir a carga horária estipulada pela legislação.

No entanto, caso seja necessário, o estagiário pode pedir folgas ou até afastamentos de curto período da empresa, principalmente no período de provas. Se o estágio for remunerado, a empresa poderá descontar o valor das horas não trabalhadas.

É importante ressaltar que a contratação do estagiário, embora não contemple a realização de horas extras, permite que ele tenha direitos.

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Quais são os erros mais comuns no controle de horas excedentes?

Erros na hora de controlar e calcular as horas excedentes podem, não apenas descapitalizar a empresa em longo prazo, mas se tornar motivo para ações trabalhistas no futuro. Dessa forma, minimizar a incidência de erros se tornou fundamental no ambiente de trabalho.

1. Ter um sistema de controle de ponto falho

O primeiro e principal erro no controle de horas extras é a adoção de um sistema de controle de ponto falho. Para que isso não aconteça, o Ministério do Trabalho e Emprego criou regras (portarias 1510 e 373) que regulamentam os sistemas alternativos que permitem o registro preciso das informações.

Há soluções que são adaptáveis aos diversos portes das empresas e que fazem controle integrado aos sistemas de registro de ponto. Além disso, após a regulamentação das modalidades de trabalho intermitente e home office, foi possível adequar os recursos tecnológicos para acompanhar a jornada de trabalho em tempo real.

2. Cálculo correto dos percentuais do labor extraordinário

De acordo com as leis trabalhistas vigentes, o colaborador só pode realizar duas por dia. No entanto, o valor que deverá ser calculado da hora extra varia segundo o dia e o horário em que o trabalho extraordinário foi realizado.

3. Falta de acompanhamento da realização de horas excedentes

Não acompanhar as horas excedentes realizadas durante o mês é um erro que pode causar grandes danos à saúde financeira da empresa. Isto acontece porque o gestor acaba perdendo o controle e, muitas vezes, se depara com a realização excessiva de horas e o alto valor que precisa pagar aos colaboradores.

4. Não documentar a realização das horas extras

Dificilmente um controle será eficiente se não há documentação que o comprove. Se a empresa não faz o controle de ponto, que emite comprovantes para a empresa e para o colaborador automaticamente, é fundamental fazer um controle manual das realizadas.

Guarde toda documentação de modo a estar à mão no caso de dúvidas. Erros no controle de horas excedentes são facilmente evitados com um sistema de registro de ponto eficiente.

5. Deixar de desenvolver uma política interna de jornada

Uma política interna respeita todos os limites traçados pela lei em relação à jornada. Ela age dentro do espaço de atuação que lhe é possibilitado legalmente, estabelecendo regras internas.

6. Não integrar o sistema de relógio de ponto a um sistema digital de jornada

Deixar de integrar o relógio de ponto a um sistema digital de jornada afeta as empresas. Enquanto no primeiro caso somente é possível ter noção das horas que foram prestadas ao longo do mês ao final deste, no segundo caso o controle pode ser realizado constantemente.

7. Não controlar corretamente a jornada em home Office e suas horas excedentes

Muitas empresas não encontraram as melhores maneiras de lidar com o trabalho remoto que esse ano aumentou consideravelmente em razão da pandemia de Covid-19. Nesse caso, a novidade pode atrapalhar na gestão dos horários.

Utilize um sistema de controle de jornada de trabalho eficaz, como o Sistema OiTchau, para evitar falhas e ter o controle completo da jornada dos colaboradores.

8. Não seguir as regras referentes às horas extras e banco de horas

Não raro as empresas deixam de observar de forma correta as regras referentes aos bancos de horas e acordos de compensação. Nesse caso, deve ser observado o que a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria dispõe, assim como as regras da CLT.

Dentre os principais pontos que devem ser observados estão o tempo para compensação das horas excedentes prestadas, o percentual de remuneração delas, o prazo para pagamento. Outro ponto relevante diz respeito à forma de firmação do acordo, se individual ou coletivo, por exemplo.

O colaborador em home office pode receber horas extras?

Sim! O colaborador que está atuando sob o modelo de trabalho home office possui direito à receber o pagamento das horas excedentes de prestação de serviço após o seu horário de trabalho.

É possível substituir as horas extras pelo banco de horas?

A implantação do banco de horas é uma excelente medida para conter gastos na folha de pagamento, independentemente do porte da empresa.

No entanto, é importante ressaltar que o banco de horas só cumpre seu papel se for bem administrado!

Como implantar o banco de horas em substituição ao pagamento das horas extras?

Crie regras para o acúmulo de horas extras e o sistema para tirar as folgas, se aberto ou fechado. Em seguida, é preciso elaborar um documento detalhado informando as regras e como será feita a compensação das horas, além de informar quando o banco de horas passará a valer.

Uma via deste documento deverá ser entregue ao MTE para constar nos registros e respaldar a empresa juridicamente. A implantação do banco de horas também deverá ser anotada no registro dos colaboradores.

Vale lembrar que o banco de horas passa a valer no momento da data que consta no documento. Todas as horas excedentes realizadas anteriormente deverão ser pagas de acordo com as regras acima.

O mesmo acontece com o colaborador que foi demitido sem justa causa antes de tirar suas folgas pelo banco de horas. Todas as horas extras deverão ser remuneradas!

Como reduzir o excesso de horas extras na sua empresa?

Existem várias formas de reduzir o excesso de horas excedentes na empresa, mas vamos apresentar as principais formas:

  1. Limites para a realização de horas extras com o Oitchau: O Oitchau é uma plataforma de controle de ponto que permite, entre outras coisas, controlar a jornada de trabalho dos colaboradores.
  2. Planejamento do trabalho por período: Realizar o planejamento das atividades permite se manter no controle de todas as atividades, em todos os setores.
  3. Definição de metas individuais para reduzir o labor extraordinário: A definição de metas auxilia na redução das horas excedentes das equipes. A empresa pode oferecer uma recompensa, mesmo que simbólica.
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