Controle de Ponto e RH - Gestão de Pessoas

Controle de Horas Extras: Quais são os erros mais comuns?

Medidas que têm como objetivo economizar tempo e dinheiro das empresas são sempre bem-vindas. O controle de horas extras um grande desafio a algumas empresas, sobretudo, pelo impacto que causam em seus orçamentos.

Erros na hora de controlar e calcular as horas extras podem, não apenas descapitalizar a empresa em longo prazo, mas se tornar motivo para ações trabalhistas no futuro. Dessa forma, minimizar a incidência de erros se tornou fundamental no ambiente de trabalho.

Elencamos abaixo os erros mais comuns no controle de extras. Confira!

 

1. Ter um sistema de controle de ponto falho

O primeiro e principal erro no controle de horas extras é a adoção de um sistema de controle de ponto falho. Para que isso não aconteça, o Ministério do Trabalho e Emprego criou regras (portarias 1510 e 373) que regulamentam os sistemas alternativos que permitem o registro preciso das informações.

Há soluções que são adaptáveis aos diversos portes das empresas e que fazem controle integrado aos sistemas de registro de ponto. Além disso, após a regulamentação das modalidades de trabalho intermitente e home office, foi possível adequar os recursos tecnológicos para acompanhar a jornada de trabalho em tempo real.

Há, ainda, controles que permitem que o gestor limite o número de extras para combater o excesso.

Diante do citado acima, ter um sistema de controle de ponto adequado e completo é fundamental para controlar.

 

2. Cálculo correto dos percentuais das horas extras

De acordo com as leis trabalhistas vigentes, o colaborador só pode realizar duas por dia. No entanto, o valor que deverá ser calculado da hora extra varia segundo o dia e o horário em que o trabalho extraordinário foi realizado.

O valor das horas  realizadas em dias de semana (de segunda à sexta) é equivalente a 50% da hora normal trabalhada. Por exemplo, se um colaborador ganha R$20 por hora trabalhada, ele receberá R$30 por cada hora extra trabalhada.

Se a hora extra for realizada em dias de semana, mas no horário entre 22h e 5h da manhã do dia seguinte, além dos 50%, o colaborador ainda tem direito a receber mais 20% por adicional noturno. Exemplo: se o colaborador ganha R$20 por hora trabalhada, ele receberá R$36 por cada hora extra trabalhada entre 22h e 5h da manhã seguinte.

O valor da hora extra trabalhada em finais de semana e feriados é de 100% a mais do valor normal da hora trabalhada. Portanto, se o colaborador recebe R$20, ele receberá R$40 por cada hora trabalhada em final de semana. Se a hora extra for durante o horário noturno, ainda receberá mais 20%.

Vale ressaltar que o percentual de hora extra pode, ainda, variar segundo o acordo ou convenção coletivos da categoria. Algumas empresas são obrigadas a pagar até 120% do valor da hora normal trabalhada para cada hora extra.


 

3. Falta de acompanhamento da realização de horas extras

Não acompanhar as horas extras realizadas durante o mês é um erro que pode causar grandes danos à saúde financeira da empresa. Isto acontece porque o gestor acaba perdendo o controle e, muitas vezes, se depara com a realização excessiva de horas e o alto valor que precisa pagar aos colaboradores.

Por isso, é fundamental acompanhar a realização diariamente para impor limites e proteger o orçamento empresarial.

 

4. Não documentar a realização das horas extras

Dificilmente um controle será eficiente se não há documentação que o comprove. Se a empresa não faz o controle de ponto, que emite comprovantes para a empresa e para o colaborador automaticamente, é fundamental fazer um controle manual das realizadas.

Guarde toda documentação de modo a estar à mão no caso de dúvidas.

Erros no controle de horas extras são facilmente evitados com um sistema de registro de ponto eficiente. Além de fornecer toda a documentação necessária sobre a realização da hora extra no momento em que é realizada, os recursos tecnológicos mais completos oferecem relatórios diários para que empresa e colaborador saibam o quanto foi feito e o quanto será pago.

 

Evitar surpresas – e erros – é uma maneira inteligente de proteger a saúde financeira da empresa.