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O que é síndrome de BurnOut? Cuide da saúde dos seus colaboradores.

A síndrome de Burnout, descrita pela primeira vez em 1974, é conhecida aqui no Brasil como síndrome do esgotamento profissional.

 

Mas afinal, o que é a síndrome de burnout?

Como o próprio nome sugere, essa síndrome é um distúrbio psíquico cujas características principais são tensão emocional e stress crônico que se desenvolvem devido às condições de atividades profissionais desgastantes.

O indivíduo acometido pela síndrome do burnout tem suas capacidades físicas, emocionais e psicológicas gravemente impactadas, o que resulta em uma exaustão completa e prolongada.

 

Quais as atividades mais propensas a desenvolver o burnout?

Todo profissional que tem uma relação interpessoal intensa com sua atividade está propenso a desenvolver esta condição.

Acredita-se que professores, médicos e outros profissionais da área da saúde, profissionais de recursos humanos, bombeiros, policiais, carcereiros e outros agentes penitenciários correm maior risco de desenvolver o esgotamento. No entanto, não é incomum casos de burnout em mulheres que lidam com jornadas duplas intensas que desenvolveram a síndrome.

A incidência da síndrome não é precisa, mas dados apontam que acomete um número grande de pessoas e que cerca de 40% dos profissionais atualmente lidam com altos níveis de estresse diariamente, o que mostra grande deficiência na qualidade de vida dos colaboradores na maior parte da empresas.

Portanto, todos estão sujeitos a desenvolverem o esgotamento profissional, sobretudo nos casos em que o ambiente de trabalho é extremamente competitivo e desequilibrado. Além disso, profissionais cujos perfis também são competitivos podem chegar ao esgotamento com maior facilidade.

 

Sintomas da síndrome

Muitas pessoas confundem stress com burnout. Isso acontece porque os sintomas causados pelo stress também estão presentes na síndrome, porém com maior intensidade e trazendo muito mais malefícios.

Vale destacar que a síndrome está intimamente relacionada a sofrimentos psicológicos causados por nervosismo extremo e que acabam refletindo no físico do profissional acometido pela doença.

Sob este contexto, os primeiros sinais que podem indicar que um colaborador pode estar desenvolvendo o esgotamento profissional são: cansaço excessivo que não desaparece mesmo depois de dormir, tonturas, dores abdominais difusas, ou seja, a pessoa não sabe exatamente onde dói, mas sente dores profundas por toda região abdominal.

Quando acomete, o indivíduo não consegue sair de casa ou até mesmo da cama. A falta de vontade de viver sua rotina diária é um forte indício de que algo precisa ser acompanhado por um médico.

A síndrome ainda pode apresentar outros sintomas (todos de uma vez, frequentemente). Veja abaixo:

Sintomas físicos

  • Dor de cabeça frequente;
  • Inapetência (falta de fome) ou apetite excessivo e descontrolado;
  • Fadiga física e mental.
  • Insônia, lembrando que este termo não significa apenas que a pessoa não consegue dormir durante a noite, mas também que acorda diversas vezes por noite e tem a sensação de estar mais cansada ao acordar do que quando se deitou.
  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Dores de estômago e outras alterações gastrointestinais;
  • Taquicardia (aumento da frequência cardíaca);
  • Dores musculares.

Sintomas emocionais

  • Distúrbios de concentração;
  • Mudanças repentinas e frequentes de humor;
  • Choro descontrolado e frequente;
  • A pessoa sente-se excessivamente incompetente, insegura e fracassada;
  • Pessimista e com frequentes rompantes de negatividade;
  • Sente-se constantemente derrotada e sem esperança no futuro;
  • Isolamento;
  • Depressão;
  • Baixa autoestima;
  • Irritabilidade.

 

Como é diagnosticado e quais os tratamentos?

O burnout é geralmente diagnosticado por um psiquiatra, após extensa avaliação pessoal e investigação profissional do indivíduo.

No entanto, muitos profissionais acometidos pela síndrome não buscam ajuda por acreditarem que seja uma condição passageira e que possa ser resolvida após alguns períodos de descanso.

A condição é grave e se não tratada corretamente, poderá comprometer as capacidades físicas e mentais dos indivíduos por tempo indeterminado. Portanto, a ajuda de familiares, amigos e colegas de trabalho é fundamental para identificar os primeiros sintomas e incentivar o profissional a buscar ajuda o quanto antes.

O tratamento consiste em tomar medicamentos (antidepressivos ou ansiolíticos) combinados essencialmente com a psicoterapia. No entanto, nos casos mais graves, o profissional é orientado a deixar o trabalho, mesmo após o tratamento.

 

O papel do gestor na prevenção da síndrome

Propiciar um ambiente equilibrado e condições de trabalho justas aos colaboradores é a melhor forma de prevenir o surgimento da síndrome de burnout.

Além disso, o gestor deve ficar atento aos níveis de absenteísmo para que seja capaz de identificar os primeiros sintomas e orientar o colaborador para que busque tratamento antes que o quadro se agrave.