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Previdência social GPS

Calcular GPS não é tão difícil assim, aprenda agora!

Calcular a Guia da Previdência Social (GPS) é algo que requer muita atenção do departamento de Recursos Humanos e dos gestores, sobretudo nas pequenas empresas.

A importância é grande de ressaltar que folhas de pagamento, no geral, são um dos procedimentos que mais exigem atenção na hora do fechamento.

Erros na folha de pagamento e, consequentemente, na Guia da Previdência Social são podem resultar em multas e em muitos transtornos!

 

Para que calcular GPS?

A GPS tem o objetivo de recolher as contribuições sociais de seus colaboradores. Todas as contribuições são encaminhadas para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), órgão responsável pelo RGPS (Regime Geral de Previdência Social).

Nos casos em que os colaboradores entram com a solicitação de aposentadoria, ou quando precisam de benefícios como auxílio-doença ou salário maternidade, entre outros, o INSS é acionado.

O cálculo da GPS deve ser feito mensalmente, e inicia a partir do valor bruto total do salário em folha, considerando os descontos e os benefícios.

É muito importante  observar questões como hora extra, faltas sem justificativa, atrasos e outras que irão interferir na remuneração bruta do colaborador, pois elas impactam diretamente o cálculo do INSS. Outra questão a considerar são benefícios, como vale-transporte e pensão alimentícia, que também podem impactar.

Por esse motivo calcular GPS é tão importante. E a Guia de Previdência Social deve ser recolhida mensalmente por todas as empresas!

 

Fatores que influenciam no cálculo da GPS

O processo de cálculo GPS é feito a partir do valor bruto do salário do colaborador. No entanto, os seguintes fatores devem ser observados:

  • Horas extras a serem recebidas;
  • Faltas sem justificativa;
  • Atrasos e saídas antecipadas sem justificativa;
  • Vale transporte, vale refeição, etc.

Após levar todos esses fatores em consideração para cada colaborador, chegou o momento do fazer o cálculo. Veja a seguir como calcular GPS corretamente.

 


Como calcular GPS?

Desde 2015, o cálculo da GPS é feito de maneira automática pelo próprio site do INSS.

Porém, para as empresas que desejarem, o cálculo também pode ser feito pelo telefone da Central do INSS. Basta discar 135 e seguir as instruções.

Esse cálculo eletrônico é mais simples. Veja como fazer:

  • Acesse o site do INSS;
  • Entre no programa SALWEB. Esse programa faz parte do Sistema de Acréscimos Legais (SAL) e permite calcular as contribuições previdenciárias devidas, mesmo que estejam em atraso. Nestes casos, o valor da GPS já sai atualizado com as devidas multas e juros;
  • Escolha entre: contribuintes filiados antes ou a partir de 29/11/1999, bem como empresas e equiparadas, e órgãos públicos;
  • Preencha com o número do PIS/PASEP do contribuinte;
  • Confirme a informação, digitando o texto de verificação;
  • Clique em “confirmar”;
  • Preencha com os dados solicitados pela página de redirecionamento, e pronto!

Você já pode acessar, imprimir e começar a calcular GPS!

 

Alíquotas

As alíquotas para calcular as contribuições da GPS variam conforme o salário base do trabalhador e a sua categoria:

  • Empregado;
  • Contribuinte individual;
  • Contribuinte facultativo;
  • Contribuinte especial, e
  • Empregado doméstico.

Fazer o pagamento da GPS pode ser em toda rede bancária conveniada e, também, em casas lotéricas. Porém, para que possa ser paga em rede bancária, o valor mínimo deve ser de R$29.

O valor mínimo para emitir a GPS é de R$10. No caso de guias com valor menor, deve-se esperar até que o valor acumulado atinja o limite.

 

Como preencher a Guia da Previdência Social: campo a campo

Já falamos a respeito do que é calcular GPS. Agora vamos entender como deve ser feito o preenchimento da Guia da Previdência Social. Acompanhe:

  • Campo 1: Nome do contribuinte (razão social), endereço e telefone de contato.
  • Campo 2: Não preencher, é de uso do INSS.
  • Campo 3: Código de pagamento deve ser preenchido conforme situação de  empresa.
  • Campo 4: Mês e ano da competência. Se a folha de pagamento é de janeiro e a GPS será paga em fevereiro, a competência deve ser 01/XXXX. No caso do 13°, deve ser utilizado o código de competência 13/XXXX.
  • Campo 5: O campo identificador é o número de identificação do contribuinte, a matrícula no INSS.
  • Campo 6: O valor do INSS deve ser preenchido com os devidos valores já calculados considerando deduções, como salário-família.
  • Campos 7 e 8: Não preencher.
  • Campo 9: Valores a serem recolhidos para outras entidades. Consulte o contador para identificar se a empresa precisa recolher esses valores.
  • Campo 10: Atualização de juros e multa (somente para recolhimentos em atraso).
  • Campo 11: Valores totais a serem recolhidos.

 

Cálculo para GPS vencida e cálculo de acréscimos

Em caso de acréscimos para contribuições recolhidas fora do prazo, devem ser considerados os seguintes aspectos:

  • Juros: Equivalente à Selic, sendo que o cálculo é feito a partir do 1º dia do mês seguinte ao vencimento até ao mês anterior ao pagamento, mais 1% no mesmo intervalo de 30 dias.
  • Multa: 0,33% por dia de atraso. A multa começa a valer a partir do dia seguinte ao vencimento, até o pagamento. O limite é de 20%.

 

Pontos de atenção sobre o pagamento

Depois do cálculo da Guia da Previdência Social (GPS), o pagamento será feito por meio de casas lotéricas (limitado a R$ 1 mil), bancos conveniados, correspondentes bancários ou débito em conta. O valor mínimo estipulado pelo INSS para arrecadação de guias GPS  é de R$ 29,00.

O pagamento mínimo da guia é de R$10,00 e, se os valores a serem arrecadados forem inferiores a esse valor, deve aguardar até que o valor possa ser acumulado.