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linguagem inclusiva

Linguagem inclusiva na empresa: como promover?

A linguagem inclusiva pode ajudar a sua empresa a praticar a diversidade e a inclusão, que são dois conceitos que apesar de distintos devem andar lado a lado. Não basta apoiar a diversidade, é preciso promovê-la com a inclusão.

E a linguagem do tipo inclusiva pode se ruma maneira da sua empresa alcançar esse objetivo. Ela é um passo importante para que a sua empresa demonstre a importância da diversidade e valorize cada pessoa que está ou poderá estar ali.

O que é linguagem inclusiva?

linguagem inclusiva

Esse é o tipo de linguagem que deixa a entender que o interlocutor se volta a todas as pessoas que estão ali. É uma forma de inclusão. Veja o que diz a advogada e ativista Gabriela Augusto sobre o assunto:

“A linguagem inclusiva é um conjunto de práticas para transmitir uma ideia ou informação sem que ninguém se sinta excluído, invisibilizado, ofendido.”

Para entender porque esse tipo de exemplo que Gabriela usa:

“Temos 300 pessoas em um auditório, 299 são mulheres, mas automaticamente as pessoas começam a se referir àquela multidão no masculino. Será que isso é razoável? (…) Ao invés de a gente usar um bem-vindo ou bem-vinda, por que a gente não fala que bom que você veio?”.

A especialista consegue demonstrar bem o que é a linguagem inclusiva na medida em que demonstra como a linguagem tradicional pode excluir muitas pessoas. O uso do masculino no plural, na língua portuguesa, nada mais é do que marca do patriarcado.

Esse é um conceito que não cabe mais no nosso dia a dia, sendo que a diversidade deve guiar as transformações sociais. A linguagem do tipo inclusiva se apresenta como uma forma de transformar a comunicação e torná-la um ato de inclusão.

Veja que isso abarca inúmeros grupos, como:

  • Pessoas não binárias, que não se enquadram no gênero masculino ou feminino;
  • Gênero fluído, que flui entre mais de um gênero;
  • Mulheres, excluídas pela linguagem que sempre dá preferência aos homens, mesmo quando elas estão em maioria;
  • Travestis e transgêneros

Essa é uma mudança que veio para ficar. E o público já percebeu isso. É comum encontrar o uso dessa linguagem em fóruns, na internet e mesmo em publicidade. Pessoas que se importam para a diversidade buscam empresas que a promovam.

E a linguagem do tipo inclusiva vai muito além dela. É uma forma de a empresa cumprir o seu papel social e incluir pessoas. Não só incluir, demonstrar que elas encontram local ali e apoio. Não desconsiderar existências é crucial.

Linguagem inclusiva x Linguagem neutra

É importante ressaltar que a linguagem neutra e a inclusiva andam lado a lado, mas não são a mesma coisa. Ambas trabalham em prol da inclusão e da diversidade nos mais diversos espaços. O que ocorre é que cada uma trabalha de modo diferente.

Veja a diferença entre a linguagem neutra e a inclusiva:

  • Inclusiva: essa é a linguagem que usa elementos da língua portuguesa e de acordo com a gramática de forma a se tornar inclusiva. Ela abandona os maneirismos de se referir a “todos”, ou “eles”. É como se ela driblasse o tradicional sem ir contra a gramática. Um bom exemplo corresponde ao uso de você e vocês. Ou de “todas as pessoas’ ao invés de “a todos” ou “a todos e a todas”.
  • Neutra: a linguagem neutra, diferentemente da inclusiva, aposta em algumas pequenas modificações da língua portuguesa. Esse é o caso do uso do “e” no lugar do pronome “a” ou “o” ao final das palavras. Veja exemplos: todes, amigues, psicólogues, trabalhadores;

Isso não quer dizer que a linguagem neutra não seja inclusiva ou seja incorreta, essa é somente uma questão de definição nominal.

Ambas trabalham com o mesmo objetivo e cada empresa e indivíduo pode adotar a que achar mais adequada para si.

Qual é a importância da linguagem inclusiva na empresa?

linguagem inclusiva

Segundo a professora Heloisa Buarque de Almeida, do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e pesquisadora do Numas, essa linguagem é uma evolução da língua.

E isso faz com que as empresas tenham que se atentar à importância do uso dessa forma de comunicação. Isso é uma forma de implementar a diversidade dentro das equipes e de trazer os colaboradores para mais perto.

Sem o sentimento de pertencimento e de visibilidade dentro da empresa os colaboradores tendem a se afastar da empresa e passam a vê-la como um local em que não há inclusão e muito menos diversidade, efetivamente.

Veja o que diz sobre isso Heloísa Buarque:

“É interessante entendermos isso como um movimento social e de transformação. A sociedade está sempre em transformação. Há discursos conservadores que acham que as coisas são fixas, mas não é assim e nunca foi.”

Não nos esqueçamos desses outros pontos que são importantes não apenas no uso de uma linguagem que promova a inclusão, e sim toda uma estratégia que se volte à diversidade:

  • Melhoria da imagem da empresa;
  • Atuação empresarial em prol da sociedade;
  • Colocar em atividade a diversidade e atuar para um mundo inclusivo;
  • Destaque-se com o público;
  • Seja um local de referência onde os melhores profissionais do mercado querem estar.

Como colocar em prática a linguagem inclusiva na empresa?

A sua empresa pode tomar diversos caminhos para começar a colocar a linguagem do tipo inclusiva em prática. Não só ela, e sim a diversidade, em si, e a possibilidade e inclusão das mais diferentes pessoas.

E por onde começar? Veja o que diz Gabriela Augusto, que usa sua experiência enquanto mulher trans para atuar em prol da inclusão nas empresas:

“Acho que as empresas precisam investir, em primeiro lugar, em conscientização e treinamento, promovendo essa mudança de cultura de dentro. Às vezes, quando eu chego numa empresa e apresento meu documento, as pessoas automaticamente começam a me chamar de senhor ou pelo meu nome de registro, quando o ideal é que me perguntem como eu gostaria de ser chamada”.

Com isso, considere as seguintes medidas na empresa:

  • Divulgue canais e conteúdos que ampliem o conhecimento sobre diversidade e que exaltem autores e criadores LGBTQIA+;
  • Invista em uma nova cultura organizacional, com palestras e eventos internos que sejam sobre diversidade e que a apliquem nos seus quadros e apresentações;
  • Dê espaço para a diversidade na sua empresa e nos seus cargos;
  • Promova líderes diversos;
  • Treine seus colaboradores e principalmente os gestores;
  • Comece por cima: todos os e-mails, palestras e abordagens dos superiores devem se dar de modo a substituir o típico “todos” por “vocês”, “todas as pessoas”, e outros.

Conclusão

É muito importante que a empresa tenha consciência que é necessária uma mudança na forma de comunicação, para que seja possível considerar todas as formas de comunicação, e principalmente praticar comunicação não violenta, que ainda é praticada em ambientes não adaptados.


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